Morto aos 31 anos, em 1990, em decorrência de complicações relacionadas à Aids, o artista americano Keith Haring construiu uma trajetória breve, mas decisiva para a arte contemporânea. Ícone da cena underground nova-iorquina dos anos 1980, ganhou projeção com desenhos feitos nos espaços públicos de Nova York, marcados por linhas grossas, figuras em movimento e símbolos que se tornaram sua assinatura.

Haring morreu em 1990, em decorrência de complicações relacionadas à Aids.
Em 2027, a Pinacoteca de São Paulo dedica uma grande exposição ao artista, com curadoria de Thierry Freitas, na Grande Galeria da Pina Contemporânea. A mostra abordará temas recorrentes em sua produção, como nascimento, morte, amor, sexo e guerra, além de explorar sua relação com o Brasil e com São Paulo, cidade onde deixou grafites que já desapareceram da paisagem urbana.

Pinacoteca de São Paulo dedica uma grande exposição ao artista.
Entre os trabalhos mais emblemáticos de Haring estão Crack Is Wack (1986), mural de alerta sobre o consumo de drogas em Nova York, e Ignorance = Fear (1989), obra ligada à conscientização sobre a Aids. Seu legado permanece como exemplo de uma arte que rompeu as fronteiras entre rua, ativismo e mercado, sem perder a força de uma linguagem visual acessível e imediatamente reconhecível.