A artista Fabiana Queiroga amplia sua presença no circuito internacional com uma agenda em Lisboa que conecta arte, corpo, natureza e memória. Até 27 de setembro, ela participa da 3ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, com a obra Eros, uma peça de resina, espelhos e corrente de prata que transita entre joia, escultura e performance.
Inspirado em uma antiga bolsa encontrada em antiquário, o trabalho integra a mostra O que nos cega hoje e investiga desejo, instinto e os limites da percepção.”Minha produção transita entre escultura, instalação, pintura e gravura, e a joalheria cria a possibilidade de aproximar essas linguagens do corpo em uma escala mais íntima”, conta a artista, em entrevista ao Jornal Público de Portugal.

Fabiana Queiroga – Foto: Divulgação
A temporada portuguesa continua com a residência Fraturas e Acúleos em Lisboa, na Verso Galeria, de 28 de setembro a 25 de outubro. A artista pretende explorar objetos, fotografia, aquarela e instalação a partir das relações históricas entre Brasil e Portugal, tendo a mesa posta como ponto de partida para discutir colonização, hierarquia e memória. Entre espinhos, arquitetura e objetos cotidianos, Fabiana transforma Lisboa em parte de sua própria pesquisa. O resultado da residência será apresentado ao público entre 26 e 31 de outubro.